O ex-governador do Rio, Claudio Castro, acaba de anunciar a retirada da sua pré-candidatura ao Senado Federal. Castro disse que nunca fugiu de uma briga desde a época de assessor, passando pelos cargos de vereador, vice-governador e, posteriormente, governador. Porém, ele precisa entender o momento que o estado do Rio vive e que ele vai focar na sua defesa contra o que classificou como “mentiras e meias verdades”.
Castro renunciou ao cargo de governador em 23 de março, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia resultar em sua inelegibilidade, o que realmente aconteceu.
Cláudio Castro renuncia ao governo do RJ às vésperas de julgamento no TSE
No dia seguinte, o TSE tornou Castro e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, inelegíveis por oito anos. O processo se refere às eleições de 2022, quando Castro foi reeleito para o comando do governo estadual.
Ações de investigação eleitoral
O caso começou na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, ainda em 2022, quando o Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo (o adversário na disputa), entraram com ações de investigação eleitoral.
Eles alegaram abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral. Este tipo de processo pode resultar em cassação de mandatos e inelegibilidade por oito anos.
O MP Eleitoral e a campanha de Freixo acusaram o governador e o vice, Thiago Pampolha de irregularidades na Ceperj (uma fundação estadual que atua em estratégias de políticas públicas) e na Uerj (a universidade do estado).
Os processos também envolvem Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro; e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj.
TSE deixa ex-governador Cláudio Castro inelegível por oito anos
Com o afastamento de Bacellar e posterior perda do cargo, quem assumiu o Governo do Estado foi o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto. A expectativa era que ele ficasse no máximo um mês no cargo, mas a perspectiva agora é que ele permaneça até o final do ano e entregue o posto já para o novo governador eleito.




