O professor e político Marcelo Freixo lança, nesta terça-feira, 14, em Quissamã, seu livro “Viver é perigoso: Minha travessia no Rio”, obra em que apresenta uma leitura crítica sobre violência, a política e a atuação do crime organizado no Estado.
Com prefácio do ator e diretor Wagner Moura, o livro se propõe a ir além de um relato pessoal e se posiciona como um convite à reflexão sobre os rumos da segurança pública e da democracia no Brasil.
O evento acontece às 10h, no Instituto Federal Fluminense (IFF) de Quissamã, dentro da programação da Semana de Cultura e Integração.
A agenda de divulgação teve início no último sábado (11), no Rio de Janeiro, onde o autor reuniu convidados durante o lançamento da obra.
Escrito em parceria com o jornalista Bruno Paes Manso e publicado pela Editora Planeta, o livro reúne memórias pessoais e bastidores da política fluminense, com foco no enfrentamento às milícias, à corrupção e à violência.
Na obra, Freixo relata episódios que vão de negociações dentro de presídios a investigações marcantes, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, além de abordar perdas pessoais, como a morte de seu irmão, Renato.
Com uma narrativa que combina experiência individual e análise política, o autor sustenta que o Rio de Janeiro se tornou um “laboratório” de um modelo marcado pela violência, pela influência do crime organizado e pela fragilidade institucional — cenário que, segundo ele, acabou se expandindo para outras regiões do país.
Ao mesmo tempo, o livro aponta para a possibilidade de reação. Na avaliação de Freixo, se esse modelo teve origem no estado, é também a partir dele que pode surgir uma resposta capaz de impactar o futuro político nacional.




