O Norte e Noroeste Fluminense mostraram sua força comparecendo em peso à reunião convocada pelo Consórcio Publico Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (CIDENNF) em defesa do PL 1440/19, que estabelece a região como semiárida, e pela derrubada do veto do presidente Lula.
Presidente do CIDENNF, o prefeito de Italva Léo Pelanca falou da importância do projeto para os produtores da região e destacou que o Consórcio está unido em torno desta questão.
Já o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, autor do PL , disse que seria importante o presidente da República conhecer mais profundamente a região para entender suas necessidades.
“Talvez falte ao presidente da República conhecimento da nossa região. E eu queria, André, Daniela e Murilo, que vocês pedissem ao presidente para vir aqui. Talvez ele vindo aqui, pisando aqui, conversando com os prefeitos, vivendo a nossa dor, conversando com produtores, ele possa, não sei se dá tempo, rever o veto ou possa orientar o governo a derrubar o veto. É óbvio que a realidade de Macaé não é a mesma de Varre-Sai, mas uma coisa eu quero deixar claro: não vão nos dividir”, declarou Wladimir.
Ele defendeu a resolução do problema: “Não queremos embate com ninguém. Nós queremos resolver o problema. O que a gente pede aqui é que o governo possa rever sua posição. Os benefícios de alteração da classificação climática são imensos, não é só no agro”, comentou.
Foi entregue uma Carta Compromisso da Defesa do Semiárido do Interior Fluminense ao secretário Especial de Assuntos Federativos, André Ceciliano. O secretário foi dialogar com os prefeitos citando inconstitucionalidades do PL. Ao sair não prometeu nada, mas também não fechou as portas, dizendo sobre a possibilidade de um decreto.
De autoria de Wladimir Garotinho quando era deputado federal, o PL 1440/19 foi aprovado no Senado mês passado, seguindo para sanção do presidente Lula, que vetou. Entre as alegações estaria a falta de previsão orçamentária.
O senador Carlos Portinho, que esta há dias na região, afirmou que a aprovação aconteceu após acordo com o governo federal, que teria descumprido.

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