Uma operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, confirmada neste sábado (3) pelo presidente Donald Trump, provocou uma escalada sem precedentes na crise venezuelana e reacendeu o debate sobre soberania, interesses econômicos e intervenção estrangeira na América Latina.
De acordo com Trump, Nicolás Maduro foi retirado à força da Presidência da Venezuela durante a ação e estaria sendo levado sob custódia para os Estados Unidos. O governo norte-americano também anunciou que passará a controlar a Venezuela e suas petrolíferas por tempo indeterminado, com envolvimento direto de empresas dos EUA no setor de energia do país.
Em uma longa coletiva concedida hoje, Trump detalhou a operação, mas em nenhum momento falou em restauração da democracia venezuelana como objetivo central da intervenção. O discurso do presidente norte-americano foi direcionado sobretudo ao interesse estratégico no petróleo, classificado por ele como essencial para a segurança energética dos Estados Unidos.
Ainda durante a coletiva, Trump não descartou a possibilidade de ações semelhantes em outros países, deixando claro que o modelo adotado na Venezuela pode ser repetido sempre que Washington considerar seus interesses ameaçados.
A ofensiva americana gerou forte repercussão internacional e críticas de governos e especialistas em direito internacional, que apontam violação da soberania venezuelana e riscos de instabilidade regional. Até o momento, não há confirmação sobre o futuro governo do país nem sobre como se dará a administração americana no território venezuelano.
O episódio marca um dos momentos mais tensos da política internacional recente e coloca a América Latina novamente no centro de disputas geopolíticas globais — desta vez, com o petróleo assumindo papel central no discurso oficial dos Estados Unidos.




