Os municípios produtores recebem nesta quarta-feira (28) novos repasses de royalties do petróleo e participações governamentais. Os valores apresentam aumento em relação aos depósitos de setembro em cidades como Campos dos Goytacazes, Macaé e São João da Barra.
Campos terá R$ 65.435.285,09, alta de 12,9% em relação aos R$ 57.936.489,62 recebidos no mês anterior. Macaé receberá R$ 162.326.602,53, crescimento de 13,7% sobre os R$ 142.708.086,10 de setembro. Já São João da Barra contará com R$ 29.133.543,13, aumento de 7,6% em comparação aos R$ 27.088.005,99 do último repasse.
Na região Norte Fluminense, Quissamã receberá R$ 16.758.281,12; Carapebus, R$ 15.624.091,58; e São Francisco de Itabapoana, R$ 10.828.228,93.
“Segundo a ANP, a produção brasileira atingiu 6 milhões de barris de óleo equivalente por dia em agosto, com alta de 18,4% na produção de petróleo em relação a agosto de 2025. Na Bacia de Campos, o conjunto Marlim, Marlim Leste e Marlim Sul cresceu 15,75% entre julho e agosto. Os demonstrativos indicam aumento nos repasses de São João da Barra (+5,22%), Campos dos Goytacazes (+12,94%), Macaé (+13,75%) e Maricá (+16,11%), sujeitos à confirmação dos créditos. Outra excelente notícia para a Bacia de Campos são os resultados dos leilões da ANP. Nos certames de outubro, 15 blocos exploratórios foram arrematados, sendo 12 pela Petrobras na OPC, com R$ 2,97 bilhões em bônus, e três na OPP, pela Petrobras e Prio. Somados aos três blocos da OPP de 2025, são 18 blocos, ampliando as perspectivas de investimentos, empregos e oportunidades para a cadeia regional de petróleo e gás, incluindo o Porto do Açu.
“Entretanto, fica um alerta importante aos administradores municipais: o cenário favorável não garante receitas futuras. Os conflitos no Oriente Médio, a volatilidade do petróleo e do dólar, as decisões da política energética norte-americana e o julgamento da redistribuição dos royalties no STF representam riscos que exigem acompanhamento permanente.É hora de fazer caixa, constituir reservas legalmente permitidas, controlar despesas e manter as contas rigorosamente em dia. Royalties são receitas variáveis, sem garantias de estabilidade no curto, médio ou longo prazo. O verdadeiro compromisso com a população não é apenas comemorar a arrecadação de hoje, mas garantir que os serviços públicos resistam às incertezas de amanhã”, aponta Wellington Abreu, superintendente de Petróleo, Gás e Tecnologia de São João da Barra.





