O crescimento expressivo da votação do presidente Lula (PT) em Campos dos Goytacazes, no segundo turno, teve entre seus protagonistas, o ex-vereador Thiago Virgílio (Republicanos). Ele colocou o 13 no peito, foi para as ruas e participou ativamente da campanha pela reeleição do presidente.
Lula passou de 91.105 votos no primeiro turno para 115.927 no segundo, um aumento de 24.822 votos – quase o número de votos que Thiago teve este ano para deputado estadual, embora não eleito – 24.286 votos. Já Flávio Bolsonaro (PL), embora tenha vencido no município, caiu de 160.859 para 159.470 votos.
A participação de Thiago na campanha de Lula foi reconhecida pelo presidente municipal do PT, Danilo Dutra.
De aliado fiel a acusado de traição
Thiago é um dos aliados históricos do casal Anthony e Rosinha Garotinho. Esteve ao lado dos dois nos bons momentos e também nos períodos mais difíceis, inclusive durante as consequências da Operação Chequinho, deflagrada em 2016. As condenações relacionadas ao caso foram anuladas pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, em março deste ano.
Nas eleições de 2026, Thiago também fez campanha para Anthony Garotinho ao governo do Estado, numa candidatura que acabou com o registro indeferido pela Justiça Eleitoral.
Apesar desse histórico de fidelidade, Thiago foi apontado como possível traidor em recente entrevista de Wladimir Garotinho, que disse ter conhecimento de “dobradinhas” de Virgílio com candidatos de fora.
Porém…
Enquanto Wladimir Garotinho assumiu a coordenação regional da campanha de Flávio Bolsonaro, três de seus próprios irmãos — Anthony Filho, Clara e Dezinho — estavam do outro lado da disputa presidencial.Os três apareceram ao lado de Thiago Virgílio em uma fotografia divulgada nas redes sociais no dia da eleição, fazendo o L e manifestando apoio a Lula. No registro também aparece o vereador Juninho Virgílio, primo de Thiago.
Ao que parece, a grande família Garotinho está quase tão dividida quanto o Brasil demonstrou estar nessa eleição.





