Pegou mal a atitude do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao chamar o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, de “nove dedos” durante o debate desta sexta-feira (23). A expressão faz referência à deficiência física de Lula, que perdeu um dedo da mão esquerda em um acidente de trabalho.
Mais do que uma provocação política, a fala foi interpretada como capacitista e desrespeitosa. Afinal, utilizar uma deficiência física para tentar diminuir um adversário ultrapassa os limites do confronto de ideias.
Lula reagiu durante o debate e cobrou respeito do adversário, que acabou pedindo desculpas. Mas a reação não ficou restrita ao confronto entre os candidatos. Nas redes sociais, a expressão “Somos todos nove dedos” ganhou força em manifestações de solidariedade ao presidente.
Vídeos de pessoas com deficiência, algumas visivelmente emocionadas e ofendidas com a declaração, também passaram a circular, acompanhados de manifestações de apoio à reeleição de Lula.
Em uma disputa presidencial, espera-se que candidatos confrontem propostas, trajetórias e resultados. Transformar uma deficiência física em instrumento de ataque pessoal não contribui para o debate democrático e ainda reforça preconceitos que milhões de brasileiros enfrentam diariamente.





