Milhares de fluminenses se reuniram, na manhã deste sábado (24), em apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio. O ato, intitulado Brasil Pronto pra Mais, aconteceu na véspera do segundo turno da disputa pela Presidência da República, que será definida neste domingo (25). O petista concorre ao cargo com o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Com o público entoando “Lula, guerreiro do povo brasileiro”, o petista classificou a campanha do adversário como “do mais baixo nível possível”. “Dessa vez, eu tive que disputar a eleição com uma pessoa que não é uma pessoa, é uma mentira. Eu nunca vi ninguém com a desfaçatez e com nenhum compromisso com a verdade como adversário. Eu nunca conheci”, criticou o petista, que completou:
“O nome dele é mentira, mentira e mentira. Ele decora os textos e não tem nenhum compromisso com a verdade, com aquilo que se fala. Ele diz ‘sim’ e ‘não’ com a mesma desfaçatez. E eu, às vezes, fico pensando se o Brasil merece ter um candidato dessa envergadura”.
Lula também conversou com os eleitores indecisos e com aqueles que dizem não gostar dele. No primeiro turno, o Rio de Janeiro registrou o segundo maior índice de abstenção do país. Ao todo, 2.997.840 eleitores deixaram de votar, o equivalente a 23,32% do eleitorado fluminense. O percentual superou a média nacional, de 21,08%.
Em todo país, os votos brancos e nulos somaram, de forma combinada, 5.974.930. Isso representa 4,8% do total, o que superou a diferença numérica entre os dois candidatos. Flávio recebeu 56.104.268 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Enquanto Lula obteve 53.876.617 votos, o que corresponde a 45,16%. “Ninguém é obrigado a votar em nenhum candidato. Vota em quem quiser. Agora, a única coisa que nós temos que convencer a sociedade brasileira é que ela não pode levar o miliciano para dentro do Palácio do Planalto. Não é possível que a gente não consiga convencer a sociedade brasileira do risco que a democracia corre, do risco que liberdade corre, e do risco que as pessoas de bem nesse país correm. Eu tenho certeza que nós vamos ganhar as eleições. Estou dizendo pra vocês, que podem anotar: amanhã eu serei eleito presidente da República outra vez”, defendeu.
O candidato também agradeceu a mobilização de parte da sociedade em apoio à ele. O petista citou o grupo “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede). Durante o período eleitoral, o canal do Whatsapp foi alvo de inúmeras decisões judiciais. Nesta sexta-feira (13), o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Floriano de Azevedo Marques, decidiu que a página não poderá ser suspensa ou ter seu funcionamento restringido por uma decisão administrativa da Presidência da Corte.
“Tenho que agradecer ao povo brasileiro, porque o que o povo brasileiro fez nesse segundo turno não estava escrito em nenhuma página da nossa Sociologia. Ou seja, o povo assumiu para si a responsabilidade de fazer essa história. Hoje, nós temos um exército de democratas nesse país maior que o exército chinês, maior que o exército russo e maior que o exército americano, que é o exército do Lula que está na praça e vai chegar a 13 milhões de soldados e soldadas”, comemorou o presidente, em referência ao número de inscritos do canal
Se eleito, Lula também prometeu esforços para esclarecer a disputa sobre uma ilha em Angra dos Reis, na Costa Verde, envolvendo o jogador Richarlison de Andrade, Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. “Nós vamos trabalhar para tentar devolver esse terreno até o final desse ano. Ontem, quando eu perguntei pro Flávio se o coronel que tá na Secretaria do Patrimônio da União era amigo dele, ele não teve coragem de dizer. O nosso pai do bebê [apelido do atleta] ficou mais de um ano esperando a SPU tomar a decisão. O amigo do Flávio, em uma semana, conseguiu o título que uma pessoa não conseguiu em um ano”, afirmou.
Políticos apoiadores marcaram presença na caminhada com o candidato ao quarto mandato presidencial. Eduardo Paes (PSD), os prefeitos Eduardo Cavalieri (PSD) e Rodrigo Neves (PDT), a deputada federal Benedita da Silva (PT) e o ministro Guilherme Boulos (PT) estiveram ao lado de Lula durante coletiva de imprensa. O ator Paulo Vieira também acompanhou o presidente no ato, também conhecido como “Lulacabana”, além do cantor Xamã, de Sophie Charlotte, Rubel e das deputadas eleitas Anielle Franco (PT), Elika Takimoto (PT) e Dani Balbi (PCdoB).






