O repasse de royalties depositado neste mês de março reflete a produção brasileira de petróleo e gás natural em janeiro de 2026, que chegou a 5,168 milhões de barris de óleo equivalente por dia, registrando uma pequena queda de 0,6% em relação a dezembro. Para alguns municípios produtores, o resultado foi melhor, porque a média do Brent em janeiro ficou acima da média de dezembro.
Mas nem todos sentiram esse efeito de forma positiva. Alguns municípios tiveram queda no repasse por causa da redução de produção em campos importantes, como Jubarte, Marlim Leste e Roncador.
No nosso caso, Roncador impacta diretamente São João da Barra e Campos dos Goytacazes. A minha preocupação para abril permanece, porque a P-52, que é a principal plataforma produtora de Roncador, continua fora de operação desde o vazamento de gás ocorrido em outubro do ano passado, e ainda sem previsão de retorno.
Para maio, já pode haver uma melhora, principalmente pela alta do petróleo em função do conflito no Golfo Pérsico, envolvendo EUA, Israel e Irã, que paralisou o Estreito de Ormuz, por onde passam mais de 20% do petróleo mundial.
Mas existe uma preocupação ainda maior, que é institucional: o debate que está ocorrendo no NUSOL do STF sobre a distribuição dos royalties entre estados e municípios produtores e não produtores. Então, o momento exige serenidade. O primeiro trimestre já mostrou queda em relação ao ano passado, e isso pede dos gestores públicos responsabilidade fiscal, equilíbrio nas contas e austeridade financeira. Não é um caos, mas é, sim, um momento de atenção e prudência.
Nos valores creditados nesta sexta-feira, 27/03, relativos ao sistema de partilha de produção, houve um valor geral maior que fevereiro, porém campos com Atapu e Itapu, tiveram queda de produção e demandas judiciais, também afetaram e alguns municípios tiveram queda, como São João da Barra.
Autor: Wellington Abreu, Superintendente de Petróleo, Gás e Tecnologia de São João da Barra




